Às companheiras do CEI,

Estamos inaugurando esse blog para facilitar a busca por textos, divulgação dos projetos e socialização das nossas experiências, especialmente para nós mesmos da equipe do CEI, como para outros interessados. Em breve adicionarei ná página mecanismos de organização dos conteúdos. Por enquanto, estou publicando os textos com "tags" (palavras-chave) do tipo PEAS 2010, Relações Étnico-Raciais, Educação Ambiental que podem ser clicadas ao final da postagem para selecionar os textos do mesmo assunto. Qualquer um do CEI que aceitar o convite para participar do blog poderá postar notícias e textos.

Abraços,

Sérgio

quinta-feira, 29 de julho de 2010

PROGRAMA MEIO AMBIENTE E SAÚDE - CUIDANDO DA ECOLOGIA INTEGRAL


1º Encontro

Dia 06 de agosto, das 14h às 16h30, na UMAPAZ
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 Tai Chi Pai Lin e a Natureza 
Foto: Suely F. Bassi / UMAPAZ
Segundo Leonardo Boff, "A saúde não é um estado, mas um processo permanente de busca de equilíbrio dinâmico de todos os fatores que compõem a vida humana. Todos esses fatores estão a serviço da pessoa para que tenha força de ser pessoa, autônoma, livre, aberta e criativa face às várias injunções que vier a enfrentar".
A partir da perspectiva da integralidade do ser enquanto parte do universo, a UMAPAZ realiza, a partir do mês de agosto, o programa Meio Ambiente e Saúde – Cuidando da Ecologia Integral, com o objetivo de oferecer caminhos de reflexão e práticas físico-meditativas e outras esferas que propiciam o desenvolvimento da qualidade de vida, da preservação da saúde e do meio ambiente, garantindo uma vivência saudável entre o ser humano e a natureza.
A proposta prevê a realização de encontros mensais onde serão abordados temas relacionados ao cuidado com a saúde, ambiente e cultura de paz, enfocando práticas corporais e meditativas de diversas tradições (chinesa, indiana, brasileira entre outras), alimentação, plantas medicinais, e outras esferas do cuidado humano em diferentes visões de mundo.
O primeiro encontro, que acontece no dia 06 de agosto (sexta-feira), das 14h às 16h30, traz como tema Tai Chi Pai Lin e a Natureza e contará com a participação de Jerusha Chang e Vitor Lucato. Será abordada a prática do Tai Chi Pai Lin e a sabedoria chinesa integrada com a natureza e meio ambiente. A participação é aberta aos profissionais da saúde, educadores e interessados no tema.
O Tai Chi Pai Lin é um modo efetivo de autoconhecimento e autocultivo, mantendo o equilíbrio físico-energético do homem e promovendo a sua integração com a natureza. O Tai Chi antes de ser forma, é um princípio: da união do homem com a natureza e da alternância natural do movimento e da serenidade.
O Tai Chi Pai Lin é o conjunto de práticas de origem milenar taoísta para a saúde e longevidade transmitidas direta e oralmente pelo mestre Liu Pai Lin no Brasil e que tem como discípula direta Jerusha Chang, arquiteta, mestre taoísta, professora de práticas orientais na UMAPAZ. Trabalhou na divulgação e expansão dessas práticas nas Secretarias Municipais da Saúde e do Verde e Meio Ambiente, na formação de agentes multiplicadores nas unidades de saúde e parques da cidade.
Vitor Lucato é biólogo e ecólogo, pós-graduado em Gestão Ambiental; compõe a equipe técnica da UMAPAZ onde coordena e ministra diversos cursos, entre eles Integridade Ecológica, Lições da Árvore, Água – Recurso Estratégico para a vida, etc. Professor dos cursos do Instituto de Botânica na área de jardinagem.
Serviço: Programa Meio Ambiente e Saúde - Cuidando da Ecologia Integral
Primeiro Encontro: Tai Chi Pai Lin e a Natureza
Dia e horário: 06 de agosto, (sexta-feira), das 14h às 16h30
Palestrantes: Jerusha Chang e Vitor Lucato
Público focalizado: profissionais da saúde, educadores e interessados no tema.
Coordenação: Suely Feldman Bassi e Vitor Lucato
Local: UMAPAZ - Av. IV Centenário, 1268, portão 7-A - Parque Ibirapuera
Número de vagas: 80 - primeiros inscritos
Inscrições: Preencher ficha de inscrição abaixo e enviar para o e-mail:
inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
Serviço: PROGRAMA MEIO AMBIENTE E SAÚDE
Primeiro Encontro: Cuidando da Ecologia Integral
1. NOME COMPLETO: 
  
2. Idade: 
3. Sexo:  (    ) M    (     ) F 
  
4. RG:                       Órgão:     UF: 
5. CPF:  
  
6. Escolaridade:        (      ) Ensino Médio            (      ) Ensino Superior 
  
7. Área de formação: 
  
8. Setor em que trabalha:
Empresa privada (    ) 
Organização não governamental (    ) Órgão Público  (     )
  
9. Se profissional da área ambiental, qual atividade que exerce atualmente: 
10. Se servidor público, informe Nº RF e local onde exerce atividades: 
  
11. Se educador, instituição em que exerce a função: 
  
12.  Se Conselheiro, em que CADES Regional exerce a função:
13. Endereço residencial: 
  
14. Bairro:                           15. CEP:  
  
16. Região: (   ) Norte    (   ) Sul    (   ) Leste    (   ) Oeste    (   ) Centro       (   ) Outro Município. 
  
17. E-mail: 
18. Telefone fixo:                               19. Telefone celular:

  
20. Qual seu interesse em participar desse Encontro.
  

“Quem conta um conto aumenta um ponto - Trabalho de linguagem para educadores”


INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO
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Na UMAPAZ, a partir de 07 de agosto de 2010

A UMAPAZ oferece o curso "Quem conta um conto aumenta um ponto: Trabalho de linguagem para educadores", tem por proposta promover a educação ambiental e a cultura de paz através da prática de contar histórias. As aulas serão ministradas por Maria Cecília Ferri, nos dias 07, 14, 21 e 28 de agosto e 04 e 11 de setembro, das 8h às 12h. A coordenação é de Maricy Montenegro, docente da UMAPAZ.
O curso também tem o objetivo de instrumentalizar o educador, conscientizando-o da interdependência entre todas as formas de vida, pois a sustentabilidade depende da compreensão e respeito aos princípios naturais que regem a existência da vida no planeta.
São 50 vagas, destinadas a educadores, animadores culturais, coordenadores pedagógicos, fonoaudiólogos e demais interessados. A inscrição deverá ser feita através do e-mail inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br
Programa:

Roda da Conversa e Acolhidas
Histórias sobre o princípio dos tempos
Canções, cirandas e poemas
Caixa da Biodiversidade
Fazendo Arte, Reciclando e Criando com...
Trocando Histórias
Dentro da proposta de descentralização das atividades da UMAPAZ, o mesmo curso será oferecido em outros locais da cidade. No Parque Aclimação serão duas turmas, com início em 06 de agosto e 17 de setembro. No CEU MENINOS o curso iniciará em 06 de agosto e no Parque Jardim da Luz em 17 de setembro. As inscrições devem ser feitas nos locais.
OBS: AGUARDE DIVULGAÇÃO DE CADA UNIDADE DESCENTRALIZADA PARA REALIZAR SUA INSCRIÇÃO.
Sobre a Facilitadora: Maria Cecília Martin Ferri é fonoaudióloga e terapeuta Ramain, responsável pelo setor de Fonoaudiologia Clínica e Educacional da FUNSAI - Fundação Nossa Sra. Auxiliadora do Ipiranga e pelas Oficinas de Linguagem da Escola Nossa Senhora das Graças, em São Paulo.
Serviço: Curso - "Quem conta um conto, aumenta um ponto: Trabalho de linguagem para educadores"
Local: UMAPAZ – Av. IV Centenário, 1268, Portão 7-A, Parque Ibirapuera
Público focalizado: Educadores, animadores culturais, coordenadores pedagógicos, psicopedagogos, fonoaudiólogos e demais interessados.
Dias e horários: 07, 14, 21 e 28 de agosto, 04 e 11 de setembro, sábados, das 8h às 12h
Focalizadora: Maria Cecília Martin Ferri
Coordenação: Maricy Montenegro (docente da UMAPAZ)
Vagas: 50 – HAVERÁ SELEÇÃO entre os 100 primeiros inscritos.
Inscrições pelo e-mail:
inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

 Curso: "Quem conta um conto, aumenta um ponto: Trabalho de linguagem para educadores"

1. NOME COMPLETO:
  
2. Idade:
3. Sexo:  (    ) M    (     ) F
  
4. RG:                       Órgão:     UF: 
5. CPF:
  
6. Escolaridade:        (      ) Ensino Médio            (      ) Ensino Superior
  
7. Área de formação:
  
8. Setor em que trabalha:
Empresa privada (    )  Organização não governamental (    ) Órgão Público  (     )
  
9. Se profissional da área ambiental, qual atividade que exerce atualmente:
10. Se servidor público, informe Nº RF e local onde exerce atividades:
  
11. Se educador, instituição em que exerce a função:
  
12.  Se Conselheiro, em que CADES Regional exerce a função:
13. Endereço residencial:
  
14. Bairro:                           15. CEP:
  
16. Região: (   ) Norte    (   ) Sul    (   ) Leste    (   ) Oeste    (   ) Centro      
(   ) Outro Município.
  
17. E-mail:
18. Telefone fixo:                               19. Telefone celular:

  
20. Qual seu interesse em participar desse curso?
  

“A Terra, o meio físico e a paisagem urbana em São Paulo”


INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO 

Com o propósito de estimular a reflexão sobre a natureza dos problemas ambientais, sua relação com os processos naturais e antrópicos de formação da paisagem urbana, com ênfase para a realidade do município de São Paulo e região metropolitana, a UMAPAZ promove, de 12 de agosto a 16 de setembro, o curso "A Terra, o meio físico e a paisagem urbana em São Paulo".  
O curso será aberto a profissionais, professores e estudantes de geografia, engenharia, arquitetura, geologia, e demais interessados que possuam ensino médio completo. As aulas serão ministradas por geólogos, ecólogos, biólogos, historiadores e especialistas em gestão ambiental: Oswaldo Landgraf Jr., Patrícia Marra Sepe, Otávio Prado, Francisco Adrião Neves, Vitor Lucato e Agni Gustavo Beuttenmuller.  A coordenação  geral fica por conta de Agni Gustavo Beuttenmuller, docente da UMAPAZ.
O programa prevê 20 horas de aula sobre a história do planeta; eras geológicas e conceitos básicos de geologia; processos internos e externos de formação das rochas e do relevo, solo e sua relação com a vegetação. Além disso, serão apresentados e discutidos aspectos da ocupação humana no planeta e na cidade de São Paulo: histórico, consequências, paisagens e problemas ambientais decorrentes e instrumentos desenvolvidos para mapeá-los, compreendê-los e enfrentá-los. A metodologia pressupõe a utilização de exposições dialogadas e orientações de leitura.
Conforme previu o relatório da ONU "Estado da População Mundial 2007", a partir de 2008 a população mundial se tornou predominantemente urbana. Desta forma é importante conhecermos o meio físico, seus elementos (relevo, geologia, hidrografia, entre outros) e processos associados de forma a subsidiar e orientar as decisões voltadas ao planejamento urbano e ambiental de uma cidade, e às intervenções humanas (obras civis, sistema viário, loteamentos etc.). O desconhecimento destes aspectos pode ocasionar problemas ambientais tais como escorregamentos e enchentes e gerar acidentes em áreas de risco.

Cronograma: As aulas serão realizadas às quintas feiras das 9h às 12h30. BIBLIOGRAFIA BÁSICA
       Bruno, Ernani da Silva - História e Tradições da Cidade de São Paulo. Rio de Janeiro, José Olimpio, 1954, 3 vol.
       Gould, S. J. (1987). Seta do tempo. Ciclo do tempo. São Paulo: Cia. das Letras.
       SANTOS OLIVEIRA, A. M. DOS et al. (1998). Geologia de Engenharia. São Paulo: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GEOLOGIA DE ENGENHARIA.
       SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E MEIO AMBIENTE; SECRETARIA MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO. Atlas Ambiental do Município de São Paulo. O Verde, o Território, o Ser Humano: Diagnósticos e Bases para a Proposição de Políticas Públicas para as áreas Verdes do Município de São Paulo.
São Paulo: Editora BURTI, 2004. Disponível em: http://atlasambiental.prefeitura.sp.gov.br/.
       SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E MEIO AMBIENTE; CEBRAP. Indicadores Ambientais e Gestão Urbana. Desafios para a construção da sustentabilidade na Cidade de São Paulo. 1. ed. São Paulo: Imprensa Oficial, 2008. v. 1. 150 p.
       TEIXEIRA, W. et al. (Org.) Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000.
       ZMITROWICZ, W. As Obras Públicas de Engenharia e Sua Função na Estruturação da Cidade de São Paulo. (Tese de Doutoramento apresentada à Escola Politécnica da USP), São Paulo, 1984.

CURSO: A TERRA, O MEIO FÍSICO E A PAISAGEM URBANA EM SÃO PAULOPúblico focalizado: profissionais, professores e estudantes de geografia, engenharia, arquitetura, geologia, e demais interessados que possuam ensino médio completo.

Coordenação: Agni Gustavo Beuttenmuller, docente da UMAPAZ
Carga horária: 20
horas
Período: 12 de agosto a 16 de setembro (quintas-feiras, das 9h às 12h30)
Local: UMAPAZ - Av. IV Centenário, 1268, Portão 7-A, Parque Ibirapuera
Vagas: 50 – HAVERÁ SELEÇÃO
Inscrições: inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br


 
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
A TERRA, O MEIO FÍSICO E A PAISAGEM URBANA EM SÃO PAULO
Envie preenchido para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br
  
1. NOME COMPLETO:
  
2. Idade:
3. Sexo:  (    ) M    (     ) F
  
4. RG:                      Órgão:     UF: 
5. CPF:
  
6. Escolaridade:        (      ) Ensino Médio            (      ) Ensino Superior
  
7. Área de formação:
  
8. Setor em que trabalha: Empresa privada (    )   Organização não governamental (    )
Órgão Público  (     )
  
9. Se Conselheiro, em que CADES Regional exerce a função:
  
10. Se profissional da área ambiental, qual atividade que exerce atualmente:
  
11. Se servidor público, informe Nº RF         e local onde exerce atividades:
  
12. Se educador, instituição em que exerce a função:
  
13. Endereço residencial:
  
14. Bairro:                           15. CEP:
  
16. Região: (   ) Norte    (   ) Sul    (   ) Leste    (   ) Oeste    (   ) Centro       (   ) Outro Município
  
17. E-mail:
  
18. Telefone fixo:
 19. Telefone celular:
  
20. Por que deseja participar deste curso?
  
  



CURSO GERMINAR E FLORESCER NA ESCOLA

Início 16 de agosto, às 13h30
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Foto: UMAPAZ/programa Aventura Ambiental/2009
De 16 a 30 de agosto, a UMAPAZ oferece o curso Germinar e Florescer na Escola, com o objetivo de motivar e ensinar técnicas de jardinagem para profissionais da área de educação, para que possam ser agentes multiplicadores no ambiente escolar.
O curso será ministrado por Assucena Tupiassú, bióloga especialista em controle ambiental e paisagismo, e professora da Escola Municipal de Jardinagem do Parque Ibirapuera. As aulas serão realizadas nos dias 16, 23 e 30 de agosto, às segundas-feiras, das 13h30 às 16h30.
Programa:
Dia 16/08/2010:
· A importância dos jardins para os seres humanos, escolas e meio ambiente;
· Propostas de projetos de educação ambiental para as diversas faixas etárias no ambiente escolar;
· Técnicas de plantio e de produção de plantas.
Dia 23/08/2010:
· Trilha para identificação de algumas espécies de árvores, palmeiras, arbustos, trepadeiras, floríferas e forrações.
Dia 30/08/2010:
· Noções de Paisagismo e analise da área da escola para possível plantio;
· Sugestões para implantação de projetos de paisagismo;
· Plantios alternativos.
SERVIÇO:
Curso: “Germinar e Florescer na Escola”
Público focalizado: coordenadores e professores de educação infantil e ensino fundamental, profissionais de ONG’s que atuem, efetivamente, na área da educação. Datas e horário: 16, 23 e 30 de agosto (segundas-feiras), das 13h30 às 16h30.
Facilitadora: Assucena Tupiassú
Coordenação: Angélica Berenice de Almeida e Suely Feldman Bassi
Local: UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz
End: Avenida IV Centenário, 1.268, Portão 7-A - Parque Ibirapuera.
Vagas: 40 VAGAS – HAVERÁ SELEÇÃO entre os 100 primeiros inscritos.
Informações: (11) 5572-1004
Inscrições pelo e-mail: inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
Germinar e Florescer na Escola

 
Envie preenchido para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br
1. NOME COMPLETO:
2. Idade:3. Sexo:  (    ) M    (     ) F
4. RG:                      Órgão:     UF:  5. CPF:
6. Escolaridade:        (      ) Ensino Médio            (      ) Ensino Superior
7. Área de formação:
8. Setor em que trabalha:

Empresa privada (    )   
Organização não governamental (    )
Órgão Público  (     )
9. Se Conselheiro, em que CADES Regional exerce a função:
10. Se servidor público, por favor, informe Nº RF:
11. Profissão/atividade que exerce atualmente:
12. Se educador, instituição em que exerce a função:
13. Endereço residencial:
14. Bairro:                           15. CEP:
16. Região: (   ) Norte    (   ) Sul    (   ) Leste    (   ) Oeste    (   ) Centro       (   ) Outro Município
17. E-mail:
18. Telefone fixo: 19. Telefone celular:
20. Por que deseja participar deste curso?
21. Você já desenvolve algum trabalho relacionado ao tema do curso?
Qual? 
      

Conpares realiza o workshop “Da Horta à Mesa” - Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo

 

04/05/2010 11h49

Conpares realiza o workshop “Da Horta à Mesa”

A Secretaria de Participação e Parceria - SMPP, por meio da Coordenadoria de Convivência, Participação e Empreendedorismo Social - Conpares, realiza o workshop “Da Horta à Mesa”.

O principal objetivo é mostrar a importância da alimentação saudável. Os alunos entenderão mais sobre as seguintes temáticas: Diabetes, Obesidade, Segurança Alimentar e Aproveitamento Total dos Alimentos.

O workshop será realizado no dia 25 de agosto, das 9 às 13horas. As inscrições devem ser feitas por telefone (3113-9710 / 9908). São oferecidas 60 vagas para servidores e entidades cadastradas no Programa Ofício Social.

Serviço:

Workshop “Da Horta à Mesa”

Onde: Auditório da SMPP – Rua Líbero Badaró, 119, térreo

Quando: 25 de agosto, das 9 às 13 horas

Inscrições: 3113-9710 ou 9908

Conpares realiza o workshop “Da Horta à Mesa” - Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo -

 

Comunicado nº 1.128 (DOC de 22/07/2010, página 37)

DE 21 DE JULHO DE 2010

Divulga abertura de inscrições para o curso “Formação de professores em educação especial</PERSONNAME />: áreas das deficiências auditiva e intelectual”, em nível de pós-graduação e dá outras providências.
O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições legais, conforme o que lhe representou a Diretora de Orientação Técnica e CONSIDERANDO:

- o disposto no Decreto 45.415/04;

- o contido no § 2º do artigo 16 da Portaria 5.718/04;

- as orientações expedidas pelo Conselho Municipal de Educação por meio da Indicação CME 06/05;

COMUNICA:

I – Ficam abertas as inscrições para o curso de especialização, lato sensu: “Formação de professores em educação especial: áreas das Deficiências Auditiva e Intelectual”, oferecido pela Secretaria Municipal de Educação, a ser ministrado pela Unesp com a interveniência da Fundação para o Desenvolvimento do Ensino, Pesquisa e Extensão (Fundepe), na seguinte conformidade:

1 - PÚBLICO ALVO:

A – professores interessados em atuar nas Escolas Municipais

de Educação Especial (Emees) – deficiência auditiva:

professores de ensino fundamental II e médio, da carreira do magistério, que tenham interesse em atuar nas Emees, no atendimento a alunos surdos, surdos com outras deficiências associadas à surdez e surdocegos.

B – professores interessados em atuar nas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (Saais), na área da deficiência intelectual: professores de educação infantil e ensino fundamental I e professores de ensino fundamental II e médio, da carreira do magistério, que tenham interesse em atuar nas SAAIs e que possuam curso de graduação na área da educação.

2 - CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO: 600 horas

Tronco comum: 200 horas

Disciplinas específicas: 160 horas

Orientações para monografia: 140 horas

Estágio: 100 horas

3 - DURAÇÃO: 1(um) ano.

Início: 14 de agosto de 2010;

Término: 30 de julho de 2011.

4 - HORÁRIO:

Sextas-feiras: das 19h às 23h.

Sábados: das 8h às 12h e das 13h às 17h.

5 - LOCAL:

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) – Campus São Paulo

Prédio da Fundação Editora da Unesp – FEU

Praça da Sé, 108 – Centro

6 - CRONOGRAMA:

Abertura do curso:

Dia 13/08/10

Horário: 19h

Local: Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) - Campus São Paulo

Anfiteatro do prédio da Fundação Editora da Unesp – FEU

Praça da Sé, 108 - Centro

Tronco comum:

TURMAS A e B

AGOSTO 14, 21 e 28
SETEMBRO 4, 11, 17, 18 e 25
OUTUBRO 2, 9, 16, 23, 29 e 30
NOVEMBRO 6, 13, 20 e 27
DEZEMBRO 4, 11 e 18
JANEIRO 15 e 22
FEVEREIRO 18 e 19
JUNHO 17 e 18

Disciplinas específicas:

deficiência auditiva deficiência intelectual
turma 1 turma 2

FEVEREIRO 26 26 26
MARÇO 5, 12, 19 e 26 5, 12, 19 e 26 5, 12, 19 e 26
ABRIL 2, 9, 16, 23 e 30 2, 9, 16 e 23 2, 9, 16, 23 e 30
MAIO 7, 14, 21 e 28 7, 14, 21 e 28 7, 14 e 21
JUNHO 4, 11 e 25 4, 11 e 25 4, 11 e 25
JULHO 2, 16 e 23 2, 9, 16 e 23 9, 16, 23 e 30
7 - TOTAL DE VAGAS: 150

Deficiência auditiva: 65 vagas

Deficiência intelectual: 85 vagas

II – São condições para participar do curso:

a) estar em efetivo exercício de atividade docente;

b) ter disponibilidade no horário noturno às sextas-feiras e aos sábados no período da manhã e da tarde;

c) ter condições próprias de locomoção para acesso às atividades;

d) assumir o compromisso de atuar nos serviços de educação especial, por no mínimo 4(quatro) anos;

e) assumir o compromisso de não se exonerar do serviço público no período de 4 anos.

f) estar há mais de 4 anos da aposentadoria;

g) Ficam vedadas as matrículas aos professores:

- que matriculados nos cursos anteriores, que deles desistiram, ou neles foram reprovados;

- que possuam habilitação ou especialização em educação especial, ou em qualquer uma de suas Áreas, consultado o Sistema Escola On Line (EOL);

- que se encontrem readaptados, em razão de laudo médico temporário ou definitivo;

- admitidos ou nomeados em comissão, estáveis e não estáveis;

- que estejam em licença médica ou em afastamento de qualquer natureza.

III – São critérios para seleção/inscrição no curso: deficiência auditiva:

- 1ª Etapa: os professores de ensino fundamental II e médio que tiverem interesse em atuar nas Emees, deverão dirigir-se à unidade de educação especial de sua preferência, no período de 22 a</METRICCONVERTER /> 30 de julho de 2010, para preenchimento de Ficha de Inscrição, constante do Anexo Único, parte integrante deste Comunicado, munidos dos seguintes documentos:

a) cópia reprográfica do último holerite;

b) cópia reprográfica do RG ou CNH;

c) atestado que comprove encontrar-se em pleno exercício das funções de regência de classe, emitido pelo diretor da unidade de lotação/exercício;

d) currículo.

No ato da inscrição será agendado dia e horário para uma entrevista com Comissão especialmente constituída, pela unidade educacional, para este fim.

2ª Etapa: os professores deverão comparecer na data e horário agendados para participar da entrevista sendo, os que não comparecerem considerados desistentes.

3ª Etapa: A unidade educacional divulgará a relação dos professores selecionados para a matrícula no curso.

4ª Etapa: Efetivação da matrícula no curso de pós-graduação, segundo normas da universidade.

IV - Endereços das Emees:

- Emee Anne Sullivan

Rua Rodrigues Pais, 512 Chácara Santo Antonio - CEP 04717-020

Tel: 5181-9456

- Emee Hellen Keller

Rua Pedra Azul, 314

Aclimação - CEP 04109-000

Tel: 5573-4189

- Emee Madre Lucie Bray

Rua São Geraldino, 236

Vila Constança - CEP 02258-220

Tel: 2240-5315

- Emee Professor Mário Pereira Bicudo

Avenida Félix Alves Pereira s/n°

Cachoeirinha – CEP 02882-303

Tel: 3985-5745

- Emee Professora Neusa Basseto

Rua Taquari, 459

Mooca - CEP 03166-000

Tel: 2694-6923

- Emee Professora Vera Lucia Aparecida Ribeiro

Rua Benedito Pereira, 206

Jd. Líbano – CEP 05138-120

Tel: 3906-7057

V - Quadro de necessidade de professores:

A - Nas áreas do conhecimento das Emees:

Área do Conhecimento

Anne

Sullivan

Helen

Keller

Madre Lucie

Bray

Mário

Bicudo

Neusa

Bassetto

Vera Lúcia

Ribeiro

Total

L. Portuguesa 1 5 2 1 2 2 13

Matemática 2 4 2 1 1 2 12

História 1 3 2 1 0 2 9

G e -

ografia

1 3 2 1 1 2 10

Ciências 1 1 2 1 0 2 7

Arte 1 1 1 1 1 2 7

Ed. Física 0 2 2 1 0 2 7

Total 7 19 13 7 5 14 65

B) Na área de deficiência intelectual:

1ª Etapa: os professores de educação infantil e ensino fundamental I que tiverem interesse em atuar nas SaaIs, deverão dirigir-se ao Cefai da Diretoria Regional de Educação de sua região, no período de 22 a</METRICCONVERTER /> 30 de julho de 2010, para preenchimento de Ficha de Inscrição constante do Anexo Único, parte integrante deste Comunicado, munidos dos seguintes documentos:

a) cópia reprográfica do último holerite;

b) cópia reprográfica do RG ou CNH;

c) atestado que comprove encontrar-se em pleno exercício das funções de regência de classe, emitido pelo diretor da unidade de lotação/exercício;

d) currículo.

No ato da inscrição será agendado dia e horário para uma Entrevista com Comissão especialmente constituída pelas DRE, para este fim.

2ª Etapa: os professores deverão comparecer na data, local e horário agendado para participar da entrevista. Os professores que não comparecerem serão considerados desistentes.

3ª Etapa: a DRE/Cefai divulgará a relação dos professores selecionados para a matrícula no curso.

4ª Etapa: efetivação da matrícula no curso de pós-graduação segundo critérios estabelecidos pela universidade.

A SME/DOT divulgará a relação dos professores matriculados no curso no Diário Oficial da Cidade.

VI - ÁREA PROMOTRA: SME / DOT-G/ DOT EDUCAÇÃO ESPECIAL.

ANEXO ÚNICO DO COMUNICADO SME Nº........., DE ....../......../2010

FICHA DE INSCRIÇÃO DO CURSO “FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL: ÁREAS DAS DEFICIÊNCIAS AUDITIVA E INTELECTUAL”

Identificação pessoal:

Nome completo: ___________________________________

RG: ______________ CPF: ___________________________

Data de Nascimento: _____/_____/____ Sexo: ( ) masc. ( ) fem.

Tel.: ( ) ______________ Cel.: ( ) ______________________

e-mail: __________________________________________

endereço completo: Rua _______________________

_________________________ nº ___________ compl.:

___________________ Bairro: _______________________

CEP: __________________ Município: _________________

Identificação Profissional:

1º vínculo

Cargo: ______________________ RF: _________________

Cat. funcional: ____________________________________

Tempo de docência no cargo: ________________anos

Unidade educacional: _______________________________

Tel. da unidade: _________________ DRE: _________________

Estágio, ano ou etapa do ciclo em que leciona: _____________

Período em que trabalha: ( ) manhã ( ) tarde ( ) noite

2º vínculo

Cargo: _________________________ RF: _______________

Cat. funcional: _____________________________________

Tempo de docência no cargo: ________________anos______

Unidade educacional: _______________________________

Tel. da unidade.: ___________________ DRE: ________________

Estágio, ano ou etapa do ciclo em que leciona: _____________

Período em que trabalha: ( ) manhã ( ) tarde ( ) noite

DECLARAÇÃO:

Declaro ter anexado a esta ficha:

( ) cópia reprográfica do último holerite;

( ) cópia reprográfica do RG ou CNH;

( ) atestado de efetivo exercício emitido pelo diretor de escola;

( ) currículo.

e, ainda, que Concordo com os termos constantes do Comunicado

SME nº___________ de ______ de Julho de 2010, publicado no Diário Oficial da Cidade em _____________, páginas _____, o qual divulga a abertura de inscrições para o curso “Formação de professores em educação especial: áreas das deficiências auditiva e intelectual”, em nível de pós-graduação, a ser oferecido pela Secretaria Municipal de Educação e ministrado pela Unesp, bem como com as condições para a matrícula, em especial, no que diz respeito ao compromisso em atuar nos serviços de educação especial, se designado, ou mediante indicação específica no Concurso de Remoção, por um prazo mínimo de 4 (quatro) anos.

Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo -

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vida Maria, um clássico brasileiro

Luis Nassif Online:

Enviado por luisnassif, sex, 23/07/2010 - 11:53

Está começando agora em Inhotim o seminário "Escola Contemporânea: Novos Tempos e Espaços".

Na abertura, um vídeo extraordinário, de Márcio Ramos Acabei de encontrar no Youtube.

Luis Nassif Online

terça-feira, 20 de julho de 2010

A evolução do mito do Saci Pererê | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, ter, 20/07/2010 - 15:17

Do Portal de Luís Nassif
Do Blog do Jornal O Dias
Monteiro Lobato e os quilombos
Por Marco Aurélio Dias
O povo brasileiro, caracterizado como mestiço, é mais palpável como uma cultura do que propriamente como uma etnia. Em muitos casos, a miscigenação cultural antecedeu a formação étnica do mestiço, iniciada, segundo Darcy Ribeiro, no “cunhadismo”, mecanismo pelo qual os portugueses casavam com as índias e se tornavam parentes dos nativos a fim de convencê-los mais facilmente a trabalhar na exploração do pau Brasil, a primeira riqueza detectada nas terras descobertas. Posteriormente, o Saci, personagem folclórico se converte no símbolo cultural do mestiço (o brasileiro) e na semente da formação da cultura brasileira, alavancando a miscigenação.
O Saci de Monteiro Lobato tem a força de um arquétipo racial e é o símbolo do Brasil mestiço e do sangrento período da escravidão. Originariamente, o Saci é um ente lendário da cultura indígena. Era um menino ameríndio de uma perna só. Tinha como função defender a natureza. Era uma espécie de guarda florestal. Talvez uma regra do legislativo oral da preservação do meio ambiente entre os índios. As escravas, que eram ótimas contadoras de histórias, transformaram o Saci indígena em Saci negro. Neste caso, o alinhamento foi fácil. Tudo aconteceu na época da escravidão.

Naquela época, quando os negros fugiam das senzalas iam se refugiar nos quilombos dentro das florestas. Assim como o Saci armava ciladas para os índios que destruíssem desnecessariamente as árvores, os arbustos, as florestas, etc., do mesmo modo os negros, que já tinham desenvolvido a dança ou luta Capoeira, armavam ciladas para os portugueses que iam até lá armados, tentando recapturá-los e levá-los de volta para o trabalho forçado. Então a reconfiguração do símbolo foi praticamente automática. Foi só tirar uma perna do escravo e dar cor negra ao Saci. Estava pronta a lenda do Saci que Monteiro Lobato ouviu das escravas.
Estava configurado o novo Saci, o Saci que Monteiro Lobato introduziu na sua nova fase literária. Visto por este ponto de vista, o imaginário coletivo daquela sociedade criou o arquétipo racial ou cultural como elemento representativo do tipo étnico brasileiro, o Saci. Ele então passa a ter uma carga cultural imensa. Sai da boca das aias e entra para as páginas dos livros. A função do arquétipo já era a mesma, praticamente. O Saci era um guarda florestal e defendia as florestas, as matas, os vegetais. Os quilombolas defendiam a liberdade. Eram negros corajosos que se rebelavam contra o cativeiro e contra o sistema de trabalho opressivo e sem direitos.
Trata-se a escravidão de uma relação social de trabalho mesquinha e unilateral, onde o patrão tem todos os direitos sobre a vida do trabalhador e este só tem deveres e obrigações com o patrão, como se o trabalhador aqui, no caso o escravo, não tivesse individualidade e nenhum interesse em si mesmo como pessoa. Então o negro se revolta e monta o quilombo escondido na floresta, preparando-se para uma eventual luta. Não havia discurso formalizado, mas estava implícita na luta dos negros, além do protesto contra a escravidão, a reivindicação dos direitos trabalhistas. Algo semelhante ao movimento moderno dos metalúrgicos paulistas que se sindicalizaram e lutaram contra os patrões.
Porque a relação básica entre os homens é de domínio. Um querendo ser mais forte do que o outro. Independente da forma, a escravidão do negro foi o processo da relação natural de domínio entre os homens. Neste caso, o negro era o mais fraco, e ficou na posição de dominado. Mas a verdadeira leitura desse processo natural de dominação é a relação de trabalho e de sobrevivência que se estabelece entre duas ou mais pessoas. É preciso se unir para sobreviver. Da união surge o trabalho e, imediatamente, uma luta para definir quem vai mandar e quem vai trabalhar.
Esse confronto entre patrão e empregado, mas na relação de senhor e escravo, vai ser transportado culturalmente para a figura do Saci que encarna esse período social da nossa história. Ele é o símbolo da miscigenação. Até o elemento europeu aparece naquele capuz vermelho, tipo capuz de Papai Noel e dos Sete Anões. Essas figuras miscigenadas viram símbolo, arquétipo, e passam a representar uma cultura, uma região, uma ética, etc. Foi o caso do Saci que emenda o arquivo filosófico de uma postura diante da natureza, enquanto arquétipo ecológico dos índios, com esse novo arquivo das lutas sociais do período escravocrata.
Depois os quilombos são transformados em favelas e a luta social do moleque saci (no caso estamos falando da figura do pobre, do marginalizado, do quilombado ou favelado, e, em última análise, do mestiço que aparece configurado com a problemática social, sem recursos, sem moradia, sem emprego, sem assistência social) vem se perpetuando por todo o Brasil. Os novos quilombos, como Canudos também, viraram redutos de todos os pobres e desassistidos. Verdadeiros laboratórios da miscigenação, ou o forno onde foi assada a etnia do povo brasileiro. Foi um processo que encarnou um período histórico revestido com as cores do negro, do índio e do branco, embutiu as reivindicações do negro, a exportação do pau Brasil e a relação sem ética entre as pessoas envolvidas na sobrevivência do Novo Mundo.
O negro de Monteiro Lobato, simbolizado nas histórias do Saci, tanto durante a escravidão quanto após a Lei Áurea, pode ser visto como símbolo do pobre moderno, do desprotegido e como um discurso de aceitação da sociedade. Aquele mandamento indígena que pedia para não destruir a natureza e o qual estava incorporado no Saci de tal forma que seu aparecimento na floresta estava condicionado ao fato de algum índio danificar os arbustos desnecessariamente, bem como a luta do Saci para aplicá-lo (a lenda diz que o Saci armava ciladas nas florestas contra as pessoas que danificavam os vegetais), essa conotação se converte na força de vontade do negro quilombola resistindo ao relacionamento injusto de trabalho.
Então o negro se transforma no Saci que agora pune o senhor e os feitores dentro do seu reduto que é a floresta. E as notícias de que os negros agora enfrentavam os senhores de engenho dando saltos (pois eles haviam inventado a capoeira justamente como uma forma de dança-luta) e armando emboscadas dentro das florestas – este foi o ingrediente que faltava para o alinhamento do Saci indígena com esse novo saci mestiço que se formava com a cor e as reivindicações dos negros. Na boca das aias aqueles negros fortes e altos que davam pulos e armavam emboscadas na floresta foram convertidos no saci mestiço que Monteiro Lobato usaria como personagem nos seus contos infantis.
Claro que o moleque Saci de Monteiro Lobato não teve uma conotação política ligada aos signos sociais que ele representava. De alguma forma, Monteiro Lobato ajustou ao Saci a opinião portuguesa acerca desse período da história, ou seja, que o negro fugido era um moleque (daí moleque Saci), um irresponsável e uma pessoa ilegal que havia fugido irregularmente ao seu contrato de trabalho (a posse legalizada pelo recibo de compra). Essa era a visão do português, pois as leis coloniais davam aos senhores o direito da escravidão. O negócio legal.
Portanto o negro fugido do cativeiro estava ilegal e era um moleque. Prefiro dizer que Monteiro Lobato desenvolveu uma maneira quixotesca e descompromissada com a História de ver o negro e a sua problemática social. Meio ao estilo do sem sucesso Cervantes, tenta uma última tacada literária, segue os passos do filósofo suíço Jean Jacques Rousseau e se volta para a educação infantil, passa a desenvolver a sua literatura para a infância, conta as mesmas estórias das aias, mas com essa visão social do português, e obtém sucesso com o seu Moleque Saci que é um tipo de negro malandro libertado pela Lei Áurea e sem direitos sociais. Belíssima a obra pedagógica de Monteiro Lobato, onde o folclore brasileiro está abundantemente registrado.
Leia outras notícias no Jornal O Dias

A evolução do mito do Saci Pererê | Brasilianas.Org

A educação como agente social de transformação | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, ter, 20/07/2010 - 15:00

Do Portal Luís Nassif

Do Blog de Paulo Kautscher
Educação popular
A Educação Popular é uma educação comprometida e participativa orientada pela perspectiva de realização de todos os direitos do povo. Não é uma educação fria e imposta, pois baseia-se no saber da comunidade e incentiva o diálogo. Não é “Educação Informal” porque visa a formação de sujeitos com conhecimento e consciência cidadã e a organização do trabalho político para afirmação do sujeito. É uma estratégia de construção da participação popular para o redirecionamento da vida social. A principal característica da Educação Popular é utilizar o saber da comunidade como matéria prima para o ensino. É aprender a partir do conhecimento do sujeito e ensinar a partir de palavras e temas geradores do cotidiano dele.
A Educação é vista como ato de conhecimento e transformação social, tendo um certo cunho político. O resultado da desse tipo de educação é observado quando o sujeito pode situar-se bem no contexto de interesse. A educação popular pode ser aplicada em qualquer contexto, mas as aplicações mais comuns ocorrem em assentamentos rurais, em instituições sócio-educativas, em aldeias indígenas e no ensino de jovens e adultos.

Conceito
Antes de falarmos sobre Educação Popular, precisamos definir o termo “popular”. A concepção mais comum que se observa, inclusive nos dicionários, é de “popular” como sendo algo do povo, para o povo, que atende às necessidades do povo. Usaremos a concepção de Paulo Freire, entendendo “popular” como sinônimo de oprimido, aquele que vive sem as condições elementares para o exercício de sua cidadania e que está fora da posse e uso dos bens materiais produzidos socialmente. Assim, podemos definir a Educação Popular como uma teoria de conhecimento referenciada na realidade, com metodologias incentivadoras à participação e ao empoderamento das pessoas permeado por uma base política estimuladora de transformações sociais e orientado por anseios humanos de liberdade, justiça, igualdade e felicidade. Segundo Brandão (1986), os educadores pensam a educação em domínios restritos: a universidade, o ensino fundamental, o ensino médio, a alfabetização, a educação de jovens e adultos. Muitas vezes a educação acaba por tomar domínios restritos, determinados socialmente, quando deveriam atender às necessidades do contexto, do cotidiano do aluno, enfim, da culturado educando. Para pensar em Educação Popular, é necessário, portanto, repensar a educação. A educação, quando se fala no panorama social, é a condição da permanente recriação da própria cultura sendo, por isso, a razão da dominação da cultura entre outros. Já no panorama individual, a educação é a condição de criação do indivíduo, é a relação de saber das trocas entre pessoas. Ainda segundo Brandão, aprender é formar-se pessoa a partir do organismo, realizando a passagem da natureza à cultura. Para ele, houve primeiro um saber de todos que se tornou sábio e erudito e que, por oposição, estabelece como popular o saber do consenso onde se originou, tratando o erudito como a forma própria, centralizada e associada a especialistas da educação enquanto vê o popular como o conhecimento difuso, interior da vida subalterna. Um saber da comunidade torna-se o saber das frações (classes, grupos, povos, tribos) subalternas da sociedade desigual. Em um primeiro longínquo sentido, as formas – imersas ou não em outras práticas sociais, através das quais o saber das classes populares ou das comunidades sem classes é transferido entre grupos ou pessoas, são a sua educação popular. (BRANDÃO, 1986, p. 26)
Essa grande separação entre o conhecimento dito erudito e o dito popular leva à marginalização dos oprimidos, das classes subalternas da sociedade desigual. É para contrariar isso que surge a Educação Popular. A Educação Popular é uma educação comprometida e participativa orientada pela perspectiva de realização de todos os direitos do povo. Sua principal característica é utilizar o saber da comunidade como matéria prima para o ensino. É aprender a partir do conhecimento do sujeito e ensinar a partir de palavras e temas geradores do cotidiano dele. O processo-ensino-aprendizagem é visto como ato de conhecimento e transformação social, tendo um certo cunho político. É diferente da Educação Tradicional porque não é uma educação fria e imposta, já que se baseia no saber da comunidade e incentiva o diálogo; e é diferente de uma Educação Informal porque possui uma relação horizontal entre educador e educando. A Educação Popular visa a formação de sujeitos com conhecimento e consciência cidadã e a organização do trabalho político para afirmação do sujeito. É uma estratégia de construção da participação popular para o redirecionamento da vida social. O resultado desse tipo de educação é observado quando o sujeito pode situar-se bem no contexto de interesse.
A Educação Popular pode ser aplicada em qualquer contexto, mas as aplicações mais comuns ocorrem em assentamentos rurais, em instituições sócio-educativas, em aldeias indígenas e no ensino de jovens e adultos. A prioridade é dada a movimentos sociais por serem estes os canais pelos quais se faz ouvir a voz das maiorias.
O Educador Popular
Sabemos que as classes populares produzem saberes, ligados às suas experiências de vida e ao contexto social em que estão inseridos. Também é dado que a Educação popular caracterizava-se por valorizar e problematizar esses saberes, sem subjugá-los pelos saberes acadêmicos e sim articulando estes àqueles. Cabe, então, refletir sobre o educador inserido nesse processo educativo. Para tanto, abordaremos as seguintes questões: qual é o perfil do educador popular? quais os seus desafios e atribuições no processo pedagógico? Com base nessas questões, buscamos identificar e compreender o perfil do educador popular esboçado nos textos lidos, ou seja, quais as características e as atribuições do educador, e qual a sua formação profissional. Após a leitura de algumas obras, definimos que o educador é um sujeito com saberes específicos, ou seja, distintos dos saberes dos alunos, sem que isso signifique atribuir aos saberes dos educadores maior ou menor valor, mas, sim aceitar que são saberes próprios da experiência do educador. A esse respeito, Freire (1986) ressalta: “A experiência de estar por baixo leva os alunos a pensarem que se você é um professor dialógico, nega definitivamente as diferenças entre eles e você. De uma vez por todas, somos todos iguais!
Mas isto não é possível. Temos que ser claros com eles. Não. A relação dialógica não tem o poder de criar uma igualdade impossível como essa. O educador continua sendo diferente dos alunos, mas – e esta é, para mim, a questão central - a diferença entre eles, se o professor é democrático, se o seu sonho político é de libertação, é que ele não pode permitir que a diferença necessária entre o professor e os alunos se torne antagônica. A diferença continua a existir! Sou diferente dos alunos! Mas se sou democrático não posso permitir que esta diferença seja antagônica. Se eles se tornam antagonistas, é porque me tornei autoritário.” (p. 117).
Com isso, por um lado o educador popular não se constitui em um transmissor de informações, descontextualizadas da realidade dos sujeitos com quem atua; por outro, ele também não se restringe a um facilitador de aprendizagens. Entre um extremo e outro, compreendemos que o educador é um sujeito indispensável ao diálogo, afinal apenas a palavra dos educandos seria proferida, sem a leitura crítica, sem a reflexão que, articulando-se à ação, torna-se práxis (Freire, 1987). Sendo assim, conforme Freire (1987), o diálogo: “A conquista implícita no diálogo é a do mundo pelos sujeitos dialógicos, não a de um pelo outro. Conquista do mundo para a libertação dos homens.” (p. 79). A partir da leitura de alguns trabalhos publicados na Reunião Anual da ANPED, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, no período de 2003 a 2005, percebemos que são freqüentes duas imagens do educador: o educador como ponte e o educador como mediador. A primeira imagem – o educador como ponte – associa o educador ao papel de apoiador, que é a passagem (XAVIER, 2003) entre conhecimentos populares e acadêmicos, que subsidia a ação dos sujeitos-educandos (RIBEIRO,2004), ao mesmo tempo em que facilita reflexões (AZIBEIRO, 2003) ou é facilitador de aprendizagens. Associando o educador a um facilitador de aprendizagem, é como dizer que o processo educativo está centrado no educando, delegando ao educador a função de motivar, estimular e deixa fluírem as motivações do aluno. Quanto a esse aspecto, Freire (1986) avalia: “... minha posição não é de negar o papel diretivo e necessário do educador.
Mas não sou o tipo de educador que se considera dono dos objetos que estudo com os alunos. Estou extremamente interessado nos objetos de estudo – eles estimulam minha curiosidade e trago esse entusiasmo para os alunos. Então podemos juntos iluminar o objeto!” (p.125). A segunda imagem – do educador como mediador – é mais recorrente e mais diversificada em seu uso. Assim, conduz à indagação: mediador de quê/quem? Variadas são as respostas encontradas nos textos: mediador de culturas, mediador de conflitos. Porém, há maior ênfase ao mediador do processo dialógico desde o qual novos conhecimentos são produzidos pelos grupos, ou seja, o educador e os educandos, conjuntamente. Sendo assim, o educador enquanto “sujeito designado a vir aos grupos populares com um saber que lhe é específico e que dá a estes grupos uma contribuição teórica própria” é mediador da problematização da realidade junto aos educandos, sendo, ao mesmo tempo, mediado pelo movimento de ação-reflexão-ação. Assim todos os sujeitos se transformam, porque tanto os educandos, quantos os educadores mobilizam os próprios saberes e a própria leitura da realidade. O educador popular não precisa necessariamente ser um militante de um movimento social, mas temos algumas características que o constroem enquanto educador popular:
Deve compreender a realidade por ter um grau de relação com o universo simbólico de seu educando; - Deve saber quem são os jovens e os adultos, no universo existencial, seu locus social; e - Deve entender a dinâmica específica do processo ensino aprendizagem, dos elementos que constituem a linguagem e a emocionalidade. Assim, o objetivo comum entre os educadores populares é o fortalecimento das classes populares como sujeitos de produção e comunicação de saberes próprios, visando à transformação social. Desse modo, a formação dos educadores vai se construindo à medida que ele conhece os seus educandos. Através do diagnóstico participativo, isto é, do diálogo, busca-se recuperar a oralidade e a história de cada um. Portanto o educando e o educador formam-se mutuamente, ao longo do processo educativo, ou melhor, “já não se pode afirmar que alguém liberta alguém, ou que alguém se liberta sozinho, mas os homens se libertam em comunhão”. (Freire, 1987, p. 130).

A educação como agente social de transformação | Brasilianas.Org

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ECOTV: Aquecedor solar de garrafas pet

 

Sexta-feira, Maio 11, 2007

Aquecedor solar de garrafas pet

Ola amigos...
Gostaria de contribuir com esta informação e indicar matérias sobre o aquecedor solar do nosso companheiro e amigo José Alcino Alano, publicada no Boletim ECOLÓGICO On-line.
Boletim ECOLÓGICO On-line
Tubarão:
Como pode uma idéia contribuir para a redução da degradação meio ambiente, trazer benefícios sociais e ainda ajudar na economia do lar? O comerciante de Tubarão José Alcino Alano, 54 anos, conseguiu juntar essas três características em um invento simples, mas revolucionário: um sistema de aquecimento solar de água feito com garrafas plásticas de refrigerante, o pet, e caixas de leite de um litro.
O esquema é mesmo dos aquecedores solares produzidos industrialmente, conhecido tecnicamente de sistema termo-sifão. A diferença está justamente do material utilizado. As garrafas, as caixas de leite e alguns metros de canos de PVC são utilizados para confeccionar o painel que serve para a aquecer a água. As caixinhas recortadas e os canos são pintados de preto fosco para absorverem a energia solar e a transformar em calor. As garrafas envolvem os canos por onde passa a água e mantém o calor através de efeito estufa. A água sai da caixa d’água em temperatura ambiente, passa lentamente pelo sistema, eleva a sua temperatura e volta para a caixa.
Após seis horas em média nesse ciclo constante, a água pode chegar a uma temperatura de até 38º Celsius no inverno sul-catarinense ou 50º no verão. “No inverno, como o frio é demais na nossa região, ás vezes ligamos o chuveiro elétrico com controle eletrônico no mínimo somente para dar aquecida a mais, pois o sistema já quebrou aquele gelo. Já no verão a água fica realmente quente e é preciso misturar com água fria para não se queimar”, conta seu José Alano, que usa o aquecedor de pet em sua casa desde outubro de 2002. “Resolvi elaborar esse projeto ao perceber o grande desperdício de plástico e de papel que promovemos ao jogarmos essas garrafas e caixas no lixo”, conta.
Na sua residência, o sistema abastece dois banheiros e custou um investimento total de R$ 83,00. Apesar de hoje estar precisando de uma ampliação, Zé Alano, como é mais conhecido, consegue economizar até 120 quilowatts de energia elétrica por mês.
O sonho do comerciante agora é ver o seu invento sendo utilizado em escolas, creches, entidades e pela comunidade em geral. “Nós registramos a patente não para desenvolver um processo industrial, mas justamente para evitar que outros não utilizem comercialmente a idéia”, ressalta. Para tanto, seu José tem buscado apoio de entidades para levar o seu projeto, que ainda não foi instalado em nenhum outro lugar, adiante. “Se você parar para pensar, vai perceber que, na verdade, não estou fazendo isso por caridade, afinal, reaproveitando o lixo, vou estar fazendo um mundo melhor para mim, para meus filhos para os meus netos”, diz empolgado. “Mas somente consegui chegar a esse resultado graças à ajuda da minha esposa, Lizete, e de meus filhos”.
Interessados em conhecer o projeto de seu José Alcino podem entrar em contato através do e-mail da família Alano walano@ibest.com.br.
Construa Vc mesmo seu aquecedor:
Cilk AQUI acesse Manual
Veja vídeo na ECOTV sobre assunto

ECOTV: Aquecedor solar de garrafas pet

Luis Nassif Online

 

Cotas Raciais no Brasilianas.org

Enviado por luisnassif, seg, 19/07/2010 - 23:12

Programa exibido em 19.07.10:

Luis Nassif Online

São Paulo e a vocação facista (ou nazista)

 

UOL Eleições

UOL

José Serra atribui à migração o mau desempenho do Estado de São Paulo na educação. O que você acha?

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Atenção: O resultado desta pesquisa não tem valor de amostragem científica.

Eleições - Enquetes

A violência contra as mulheres é consequência da sociedade machista, capitalista e individualista

Do Blog "Brasil que eu quero - Daily News":

19/07/2010

A violência contra as mulheres é consequência da sociedade machista, capitalista e individualista

às 7/19/2010 07:52:00 AM

Por Brasil de Fato

A sociedade brasileira está perplexa diante de dois assassinatos brutais, bárbaros. As vítimas são duas jovens, com menos de 30 anos: a modelo Eliza Samudio e a advogada Mércia Nakashima. Os casos estão tendo ampla repercussão na grande imprensa e na sociedade, pela perversidade dos planos macabros, pela condição social das vítimas e pelos atores envolvidos na tragédia. E por terem também ocorrido, nos maiores centros do país: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

Milhares de outros casos não recebem tamanha atenção da imprensa, pois não venderiam tanta audiência... e seguem no anonimato. Mas esperamos que pelo menos os lamentáveis episódios sirvam para reflexão de toda a sociedade sobre a violência que as mulheres vêm sofrendo sistematicamente.

Dados de entidades de direitos humanos revelam que, nos últimos dez anos, foram assassinadas nada menos do que 41 mil mulheres brasileiras. Na maioria dos casos, as vítimas conheciam ou conviviam com o agressor. Uma média de 4.100 mulheres por ano, uma verdadeira tragédia, um genocídio! Pior, um genocídio desconhecido e aceito passivamente pelos familiares, pela comunidade e omitido pela imprensa burguesa.

A ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Nilcéa Freire, participou em meados de julho de uma conferência internacional sobre a violência da mulher e demonstrou revolta diante da insegurança na qual se encontram as mulheres. Segundo ela, elas recebem agressões cotidianas, dos mais diferentes níveis, sem direito a proteção e sofrendo também com a impunidade , pois seus agressores não são devidamente penalizados.

A instalação das delegacias de polícia para cuidar dos casos de violações dos direitos das mulheres e a criação de um Ministério de políticas públicas para as mulheres são insuficientes diante da gravidade do problema.

A sociedade brasileira padece de desvios históricos, não só de machismo e prepotência contra as mulheres, mas enfrenta os problemas cotidianos de uma sociedade extremamente desigual, injusta e exploradora dos mais pobres e humildes.

Todos os dias temos estatísticas divulgadas das diferenças salariais entre homens e mulheres. Diariamente temos exemplos de em quantas áreas profissionais as mulheres ainda são discriminadas ou impedidas de participar, ou ainda são minoria.

A maior categoria de brasileiros são os 16 milhões de trabalhadores rurais. Nessa categoria, a imensa maioria das mulheres camponesas sequer possui alguma renda. Daí o sucesso que fez o programa Bolsa Família, quando destinou a responsabilidade pelo recebimento para as mulheres.

A segunda maior categoria de trabalhadores é a de empregados domésticos, da qual 90% são mulheres. Procurem observar e refletir sobre o tratamento que os trabalhadores domésticos recebem nas residências ou escritórios de seus patrões. Imaginem porque apenas 26% dos empregados domésticos possuem carteira assinada e, portanto, direito a INSS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, férias e 13º salário, ainda que haja uma lei determinando que todo trabalhador de serviços domésticos tem direito a carteira assinada, garantindo os direitos sociais. Mas a maioria da classe média e rica não cumpre.

A ministra tem toda a razão. A violência contra as mulheres é cotidiana, e não se resume a casos bárbaros de assassinatos, mas vitimiza milhões de trabalhadoras todos os dias.

A sociedade brasileira, que há duas décadas vem sendo hegemonizada pelas ideias burguesas neoliberais, que exaltam apenas o individualismo, o sucesso pessoal, o consumismo e o egoísmo, cria um clima propenso permanente de exclusão, discriminação e humilhação dos diferentes, dos mais pobres e das mulheres.

Por isso, de certa forma, esses casos de bárbaros assassinatos por pessoas "bem formadas" são consequência desse ambiente perverso criado pela ideologia burguesa, que transforma as pessoas em mercadorias e transforma os detentores de dinheiro em "todo-poderosos", como se pudessem ser proprietários de tudo.

Inclusive da vida das pessoas. E mais: como tem dinheiro e podem contratar bons advogados, consideram-se impunes. Perguntem-se quantos dias de prisão teve o editor do Estadão, que há alguns anos assassinou estupidamente sua colega de trabalho e ex-namorada apenas por ciúmes? Nenhum. Está solto, gozando das brechas que a lei permite aos endinheirados. Imaginem quando a violência é cometida contra mulheres ainda mais pobres.

É mais do que urgente debater esses problemas em todos os espaços, a fim de ir gerando uma nova mentalidade sobre a necessidade ds urgência de mudanças sociais, não apenas na garantia de direitos, mas sobretudo no contexto socioeconomico que está gerando todas essas injustiças.
Por Professor Mazuchelli - 18.07.2010
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