Às companheiras do CEI,

Estamos inaugurando esse blog para facilitar a busca por textos, divulgação dos projetos e socialização das nossas experiências, especialmente para nós mesmos da equipe do CEI, como para outros interessados. Em breve adicionarei ná página mecanismos de organização dos conteúdos. Por enquanto, estou publicando os textos com "tags" (palavras-chave) do tipo PEAS 2010, Relações Étnico-Raciais, Educação Ambiental que podem ser clicadas ao final da postagem para selecionar os textos do mesmo assunto. Qualquer um do CEI que aceitar o convite para participar do blog poderá postar notícias e textos.

Abraços,

Sérgio

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Piada inocente?


Recebi o e-mail reproduzido abaixo que registra supostamente (não conferi a autenticidade), uma piada contada por Danilo Gentili no twitter, com conteúdo acusado de racismo. O e-mail também "vibra" com a resposta/defesa escrita por Gentili.
Danilo é um jovem humorista, o qual considero, pessoalmente, de grande inteligência e talento. Sua resposta ácida revela seu estilo de humor e o raciocínio demonstrado é bem eloqüente. Espero que seus argumentos sejam válidos um dia. Isso acontecerá quando vivermos em um país sem racismo, onde negros tenham as mesmas oportunidades que brancos. Acredito mesmo que Danilo não seja mais racista que eu. Mas, infelizmente, não basta dizermos que não existe raça, que somos todos iguais perante a lei, e que já que fazemos piada de tudo, porque não chamar negro de macaco?
Antes, piada de "preto" era comum entre branco nas rodinhas de conversa. Hoje não pode mais. Que assim continue. Na mesma lógica, o machismo virou mau gosto. Homens e mulheres são iguais, certo? As mulheres tem o mesmo espaço que os homens? Veja algumas piadinhas da internet:

  • Mulher é como pizza: a mais gostosa é aquela que você come fora. Enviado por: Gustavo, Salvador – BA

  • As mulheres são como os sacos de lixo:
    você tira de um lugar escuro, mete coisa dentro e depois se desfaz delas. Enviado por: German Tirado, DF – México

  • Qual a semelhança entre as mulheres e os pára-quedas?
    É que se não abrirem, não servem pra nada.
    Enviado por: Javier Lince, de Colombia
O que as mulheres sentem hoje? Aceitam homens fazendo essas piadinhas?
Além das piadas que tratam a mulher como sem inteligência, incompetentes no trânsito, ou com a função exclusiva de cuidar de limpeza, comida e crianças, essas especificamente tratam a mulher unicamente como objetos das necessidades sexuais masculinas. As mulheres conquistaram muito espaço. Tais gracinhas também foram abolidas da conversa rotineira e vão deixando de ser engraçadas. Enquanto houver graça é porque o preconceito persiste e a desigualdade é presente. Quando a igualdade acontecer poderemos fazer piadas de "pretos", "viados" e mulheres, sem ter medo de sermos condenados. Mas aí não terá mais graça. Ainda bem!

Leia também Do que os paulistas riem...

 
Danilo Gentili (CQC) e sua resposta :

 
O humorista Danilo Gentili postou a seguinte piada no seu twitter:
"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"
A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.
Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili se justificou no microblog: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito. "
Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA:
"Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?
Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".
Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro.
Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de veado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.
Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.
Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.
Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.
Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" .
Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer "raça" no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram "negros" como animais. Mas também os compraram de outros "negros". Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.
Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.
Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Festa do Rosário - Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo

10/06/2010 15h49

Festa do Rosário

A Secretaria de Participação e Parceria, por meio da Coordenadoria dos Assuntos da População Negra –CONE, promove nos dias 18, 19 e 20 de junho, a partir das 9 horas, a Festa do Rosário no Largo do Rosário, no Bairro da Penha de França.
A celebração que resgata a trajetória negra acontece ao longo do mês de junho com alguns momentos em destaque como a Noite de Homenagem à Personalidades Negras, os shows musicais e a Missa Afro que ocorrem ao longo do evento.
O evento está dentro do Programa de Ações Afirmativas da CONE que desde o início da comemoração – há oito anos – exerce um papel diferenciado tanto em sua parceria efetiva no ano de 2006 como na questão educativa.
São esperados cerca de três mil pessoas para “lembrar, rezar, criar, amar e dançar”.
Serviço:
Festa do Rosário 2010
Quando: 18, 19 e 20 de Junho, a partir das 9 horas.
Onde: Largo do Rosário – Penha de Franca – São Paulo
Festa do Rosário - Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo

Visitando o Ibirapuera: aventura ambiental

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DOC 16/06/2010 – Pág. 15

8º Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Preconceito predomina nas escolas, diz pesquisa

21/06/2009 - 03h09 , sem atualização
Pesquisa revela que 99,3% das pessoas que integram a comunidade escolar têm algum tipo de preconceito. Ocorrência de bullying também foi detectada
Pesquisa revela que 99,3% das pessoas que integram a comunidade escolar têm algum tipo de preconceito. Ocorrência de bullying também foi detectada
(Da Redação) - Uma pesquisa divulgada nesta semana revelou um panorama desabonador das escolas brasileiras. O estudo constatou que o preconceito predomina nas instituições de ensino, onde esse tipo de atitude está presente entre estudantes, professores, diretores, funcionários e pais.
A pesquisa concluiu que 99,3% dos entrevistados possuem algum tipo de preconceito. O estudo ouviu 18.599 pais, alunos, professores, diretores e funcionários de 501 escolas públicas de todo o País. Ele constatou que 80% dos entrevistados gostariam de manter algum tipo de distanciamento social de deficientes, homossexuais, pobres e negros.
Outros 96,5% têm preconceito com relação a deficientes e 94,2% têm preconceito racial. A pesquisa foi realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação e Cultura).
A pesquisa indica ainda que os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito. Dos entrevistados, 98,9% disseram querer manter alguma distância dessas pessoas. Em seguida vêm os homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
O estudo também verificou a ocorrência de bullying, situação em que a pessoa é discriminada, agredida, humilhada ou acusada injustamente por pertencer a um grupo social discriminado. Segundo a pesquisa, pelo menos 10% dos alunos relataram ter conhecimento de situações parecidas.
Nesse ranking, a maior ocorrência é com relação a negros (19%), seguidos por pobres (18,2%) e homossexuais (17,4%). No caso dos professores, a discriminação acontece por causa da idade e, com relação aos funcionários, a pobreza é fator preponderante
JC Rio Claro: Preconceito predomina nas escolas, diz pesquisa

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aterro é construído em área protegida - Jornal da Tarde

 Área protegida da Mata Atlântica em São Mateus, Zona Leste será transformada em aterro por empresa contratada por Kassab (veja a reportagem do JT ao final).
A empresa alega o eminente apagão do Lixo em São Paulo. Esse “apagão” não era novidade. Tem sido apontado como uma grande ameaça por especialistas já há algum tempo em São Paulo. No governo Marta, as taxas do lixo quando foram criadas sofreram grande ataque da mídia tornado-se alvo nos debates eleitorais de 2004, como pode ser verificado na matéria da Folha Online de 04/08/2004, Marta diz que acabar com taxa do lixo seria "irresponsável"
A matéria dizia:
"Ela [a taxa do lixo] tem que ficar. Quando as pessoas dizem que vão tirar, eu fico pensando o que que elas querem daqui a dois anos? A cidade ter o apagão do lixo? É irresponsável. Nós temos um problema real na cidade: os aterros, que vão terminar daqui a dois, três anos. Então podemos ter um apagão do lixo se não investir nisso", disse Marta em entrevista ao SPTV, da TV Globo.
Já no início da gestão Serra a taxa foi extinta, provavelmente porque o mesmo não quis assumir o custo eleitoral, já que não permaneceu nem dois anos no cargo de Prefeito para concorrer à Presidência em 2006. Kassab também não se preocupou com o problema do lixo. A arrecadação do município, no último ano do governo Marta em 2004 foi de R$ 13 bilhões. Em 2008 era de R$ 22 bilhões, mas o gasto com a limpeza pública foi reduzido de 4% da arrecadação no final do governo Marta para 3% no governo Kassab (leia mais). Redução de gastos com políticas públicas tem sido um marco de Kassab que também em 2009 que mesmo com aumento da arrecadação em ano de crise reduziu em 18% os investimentos impedindo a construção de 3 hospitais e a redução em 2009 de 13% dos gastos com prevenção a enchentes (leia mais nesse blog e veja a matéria do Estadão de dez/09, Prefeitura deixou de investir R$ 353 mi contra enchentes). Mas se voltar a chover o Prefeito vai botar a culpa no sofá, de novo (leia também Metade dos piscinões está tomada pelo lixo - Jornal da Tarde – São Paulo).
Mesmo diante de grandes catástrofes anunciadas como a das enchentes, a grande mídia, em especial Globo, Folha e Veja blindaram Serra e Kassab de passarem por constrangimentos eleitorais. Mais uma catástrofe se anuncia, agora, o apagão do lixo, sem que o prefeito mova uma palha para evitar. Muito pelo contrário, tem contribuído para que aconteça (leia Coleta seletiva ineficiente joga pelo lixo até R$ 749 milhões por ano - saopaulo - Estadao.com.br). Agora temos ameaçada de se transformar em lixão, uma das poucas áreas preservadas no município, e por iniciativa, ou melhor, por falta de iniciativa, da própria Prefeitura.
Veremos a grande mídia tão empenhada em debater essa questão?
Ou acordamos dessa Matrix criada pela grande mídia ou continuaremos escravos dos interesses da elite colonial e secular que não quer largar o osso.
Se você acha que não é controlado por essa elite, vejo o vídeo abaixo (fantástico):

Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

10 de junho de 2010 |
Categoria: meio ambiente
Morro do Cruzeiro, segundo ponto mais alto de SP, fica a 500 metros do novo aterro (Foto: J.F. Diório/AE)
Morro do Cruzeiro, segundo ponto mais alto de SP, fica a 500 metros do novo aterro (Foto: J.F. Diório/AE)
Marici Capitelli
Sem muito alarde, a construção da Central de Tratamento de Resíduos Leste (CTL) em São Mateus, na zona leste da capital, começou nesta semana.
O futuro aterro sanitário ficará dentro de uma área de mata atlântica em uma Zona Especial de Preservação Ambiental (zepam) de 4 milhões de m². Lá habitam veados, gambás, macacos e aves.
A obra é de responsabilidade da Ecourbis Ambiental S A, uma das empresas responsáveis pela coleta de lixo e destinação dos resíduos na capital. Moradores e ambientalistas têm opiniões divergentes sobre a construção.
O terreno para a construção do aterro foi desapropriado pela Prefeitura em 1995 e cedido à Ecourbis. A área tem 1,13 milhões de m², dos quais 430 mil servirão para armazenar o lixo.
A Ecourbis diz que o aterro é imprescindível para que a cidade (sem aterro próprio desde novembro) não sofra um apagão do lixo. A empresa diz que fará um amplo programa de compensação ambiental.
Em março, o juiz federal Victorio Giuzio Neto deu parecer favorável para as obras. Havia questionamento na Justiça sobre a validade de uma das audiências públicas.
Integrantes da Campanha Mais Vida Menos Lixo vão entrar na Justiça para tentar barrar a obra. O futuro aterro fica a 500 metros do Morro do Cruzeiro, que tem 998 metros de altitude e é o segundo ponto mais alto da cidade, perdendo apenas para o pico do Jaraguá (1.135 metros). O local é considerado um patrimônio da capital.
“Não faz sentido o desmatamento de uma área tão importante para a construção de um aterro. Nós acreditamos que é possível tratar a questão do lixo usando alternativas sustentáveis, como a biodigestão”, afirma José Vicente Pimenta, coordenador da campanha e que está arrecadando assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que visa a transformação da área em um parque natural.
Jornal da Tarde

quinta-feira, 10 de junho de 2010

III SEMINÁRIO DE ÁREAS VERDES: BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE: EXPERIÊNCIAS, PLANOS E AÇÕES

VERDE E MEIO AMBIENTE – DOC 09-06-2010 – Pág. 131
EDITAL
III SEMINÁRIO DE ÁREAS VERDES: BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE: EXPERIÊNCIAS, PLANOS E AÇÕES
1. Finalidade
O III Seminário de Áreas Verdes tem por objetivo a troca de experiências entre diversos agentes que atuam em ambientes naturais preservados ou implantados.
As atividades socioambientais desenvolvidas nos parques, nas unidades de conservação (UC´s) e nas demais áreas verdes contribuem para a multiplicação de práticas que apontam para a sustentabilidade.
Essa troca de experiências propicia o enriquecimento e a multiplicação das atividades propostas, contribuindo assim consideravelmente para o aumento da qualidade de vida de toda a população do município e adjacências.
A sistematização dos dados e a publicação de materiais de registro visam alcançar o maior número de pessoas e têm por finalidade, além de disponibilizar práticas positivas, multiplicar os debates e as experiências bem sucedidas.
2. Elegibilidade
2.1 O seminário é aberto aos estagiários e servidores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, das demais secretarias municipais e estaduais de São Paulo, bem como de instituições de ensino e pesquisa e organizações não governamentais.
2.2 Os trabalhos poderão ser elaborados individualmente ou em grupo.
2.3 Os trabalhos elaborados em grupo poderão ser apresentados por uma única pessoa ou por todos os integrantes do grupo.
2.4 É permitida a inscrição de mais de um trabalho, na mesma ou em diferentes modalidades, por uma mesma pessoa.
2.5 Não é permitida a inscrição do mesmo trabalho em mais de uma modalidade.
3. Tema dos Trabalhos
3.1 Recursos Hídricos
3.2 Políticas Públicas e Experiências de Gestão
3.3 Biodiversidade
3.4 Diversidade, Cultura e Sociedade
3.5 Resíduos Sólidos
3.6 Arborização e Recursos Florestais
3.7 Conservação e Uso do Solo
3.8 Tecnologias Sociais e Sustentáveis
3.9 Paisagem Urbana
4. Modalidades de Inscrição
4.1 Os trabalhos podem ser apresentados nas seguintes modalidades, obedecendo aos critérios elaborados pela COMISSÃO DO III SEMINÁRIO DE ÁREAS VERDES, instituída através da Portaria nº 28/SVMA.G/2010
4.1.1 Comunicação Oral
4.1.2 Oficina
4.1.3 Painel
5. Inscrições dos Resumos dos Trabalhos - Formulário de Submissão de Trabalhos on line
5.1 As inscrições (submissão de trabalhos) são gratuitas.
5.2 Os participantes deverão preencher o formulário de inscrição on line disponível no site da Prefeitura do Município de São Paulo, link da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/).
O resumo deverá conter a ideia geral do trabalho, indicando: objetivos, justificativas e resultados preliminares a serem apresentados, contendo no mínimo 700 caracteres e no máximo de 3000 caracteres, sem espaços.
5.3 O(s) trabalho(s) deve(m) contemplar os temas contidos no item 3.
5.4 Caso o participante deseje apresentar mais de um trabalho, na mesma ou em diferentes modalidades, deverá preencher fichas de inscrições distintas.
5.5 Os participantes deverão preencher sua(s) ficha(s) de inscrição até às 23h59min, do dia 29 de junho de 2010.
5.6 Após a data supra citada, a ficha de inscrição de resumos (submissão de trabalhos) não mais estará disponível no site.
5.7 A confirmação de cada inscrição será enviada por meio eletrônico e receberá um número de inscrição para controle e organização no processo de seleção.
5.8 Os títulos dos trabalhos selecionados, assim como seus autores, serão publicados no Diário Oficial do Município, em 16 de julho de 2010, com link disponível no endereço: http://www. capital.sp.gov.br.
6. Critérios de Seleção
6.1 Todos os trabalhos entregues dentro do prazo estipulado no item 5.5 e dentro dos requisitos especificados neste Edital serão considerados no processo de avaliação.
6.2 A Comissão Organizadora do III Seminário de Áreas Verdes poderá dispor da quantidade de comunicações orais, painéis e oficinas conforme a disponibilidade de tempo e de espaço.
6.3 Os resumos dos trabalhos serão selecionados de acordo com os seguintes critérios de avaliação:
(a) Adequação à temática proposta;
(b) Articulação e coerência de ideias sobre o tema;
(c) Utilização de linguagem adequada: objetividade e clareza.
7. Seleção dos Resumos dos Trabalhos
7.1 A Comissão Organizadora do III Seminário de Áreas Verdes definirá uma subcomissão para a seleção dos trabalhos a serem apresentados no evento.
7.2 A Comissão Organizadora do III Seminário de Áreas Verdes poderá convocar para esclarecimentos os proponentes ou representantes de grupos que enviarem trabalhos com grande semelhança.
8. Estrutura dos Trabalhos Finais
8.1 Trabalho Escrito:
8.1.1 Estrutura do trabalho enviado para publicação física e/ou digital: Título, Autor(es), Resumo, Introdução, Desenvolvimento do Trabalho, Considerações Finais e Listagem de Referências. O trabalho completo deverá conter no máximo 5 (cinco) páginas, incluindo as fotos, tabelas, gráficos e anexos, se tiver. Os trabalhos que contiverem mais de 5 (cinco) páginas serão desconsiderados para publicação.
8.1.2 Formatação: os trabalhos devem ser salvos em Formato Rich Text (RTF) e o nome do arquivo deverá ser o mesmo nome do trabalho. Exemplo: nomedotrabalho.rtf.
8.2 Painel: dimensões 90cm. X 120cm.
8.2.1 A elaboração e o ônus do painel são de responsabilidade do autor.
8.2.2 Os Painéis devem ser entregues com bastões.
8.2.3 No dia da respectiva apresentação, o autor do trabalho deverá comparecer às 9 (nove) horas no local do evento, a fim de entregar o painel a ser apresentado aos responsáveis pela organização do III Seminário de Áreas Verdes.
8.3 Comunicação oral: O expositor terá quinze minutos para a explanação do trabalho.
8.3.1 A elaboração e o ônus da apresentação são de responsabilidade do autor.
8.3.2 O conteúdo deverá ser apresentado em Power Point, salvo em pen drive próprio e entregue para a organização do evento ou operadores de audiovisual da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, devidamente identificados, apenas no dia da apresentação do trabalho, com uma hora de antecedência.
8.4 Oficinas: As oficinas que ocorrerem dentro do horário do evento deverão ter no máximo 1 (uma) hora de duração.
8.4.1 A elaboração e o ônus da oficina são de responsabilidade do autor.
8.4.2 É obrigatório informar na ficha de inscrição o tempo de duração da oficina, bem como o limite de participantes.
8.4.3 No dia da respectiva oficina, o oficineiro deverá, de acordo com a complexidade de montagem de estruturas para a atividade, comparecer com 2 (duas) horas de antedecedência ou com tempo hábil no local do evento, munido de todos os materiais necessários para a sua realização.
9. Entrega de Trabalhos
9.1 Todos os participantes selecionados deverão entregar seu(s) trabalho(s) final(s) completo(s), conforme item 8.1.1 e 8.1.2 deste Edital, salvo em mídia de DVD ou CDR, no Setor de Protocolo da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente – Rua do Paraíso, 387 - Térreo – até as 16 horas, no período de 26 de agosto a 06 de setembro de 2010. Os envelopes devem ser endereçados à Comissão Organizadora do III Seminário sobre Áreas Verdes.
9.2 Todo e qualquer material a ser utilizado para o desenvolvimento das oficinas, elaboração dos painéis ou distribuição ao público presente será de responsabilidade do autor, que deverá levá-lo no dia de sua apresentação.
10. Propriedade Intelectual
10.1 A Comissão Organizadora do III Seminário de Áreas Verdes fará uma publicação física e/ou digital dos resumos dos trabalhos selecionados, a fim de garantir o registro do evento.
10.2 Os trabalhos apresentados no III Seminário de Áreas Verdes serão declarados de "domínio público" por seus respectivos autores. Nenhuma organização ou pessoa terá direitos de propriedade sobre tais trabalhos, que poderão ser utilizados, sem restrição, pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, desde que citados os autores.
11. Cronograma
10.1 Data do Evento: 4, 5 e 6 de novembro de 2010.
10.2 Data da Publicação da Portaria que designa a Comissão Organizadora: 23 de abril de 2010.
10.3 Data para preenchimento de formulário on line dos resumos:
até 29 de junho de 2010.
10.4 Divulgação dos selecionados: 16 de julho de 2010.
10.5 Data para entrega dos trabalhos completos: de 26 de agosto a 03 de setembro de 2010.
10.6 Data de divulgação da programação do evento: 04 de outubro de 2010.
12. Aceitação
12.1 A entrega do(s) trabalho(s) significa a concordância com os termos descritos neste edital.
13. Local, data e horário do evento
13.1 Local do Evento: Auditório do Museu de Arte Contemporânea - MAC
Parque do Ibirapuera – Portão 3 Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º andar
13.2 Data: 4, 5 e 6 de novembro de 2010.
13.3 Horário: das 9 h. às 12:00 h. e das 14 h. às 17 h..
14. Outras Disposições
13.1 Os casos não previstos nesse edital serão julgados pela Comissão Organizadora do III Seminário de Áreas Verdes.
13.2 Em caso de dúvidas, entrar em contato pelo endereço eletrônico: seminarioareasverdes@yahoo.com.br
13.3 A Comissão Organizadora do III Seminário de Áreas Verdes não se responsabilizará por danos ou perdas, totais ou parciais, tais como: vandalismo, furto, incêndio, desabamento, enchente, dentre outros que possam ocorrer com os trabalhos.